O BRB DUX promete acesso ilimitado e gratuito às salas VIP de aeroportos. Na prática, porém, clientes que cumprem os requisitos estão recebendo cobranças indevidas. Portanto, veja o que está acontecendo, como contestar e se ainda vale a pena manter o cartão.
Resumo rápido
- O BRB DUX promete acesso ilimitado às salas VIP via LoungeKey, Priority Pass e Visa Airport Companion (Dragon Pass), para o titular e até 3 acompanhantes.
- A regra vigente exige gasto mínimo de R$ 5.000 por fatura (titular) e R$ 3.000 (adicional) para liberar os acessos gratuitos.
- Clientes elegíveis relatam cobranças indevidas mesmo cumprindo o gasto mínimo, com valores documentados de R$ 343,20 (2025) e R$ 198,51 (agosto de 2026).
- Em um dos casos, o BRB cobrou 6 pessoas quando o grupo tinha apenas 4, contrariando o limite de 3 acompanhantes.
- A contestação exige envio de documentos, e uma das reclamações segue sem resposta do banco.
O que está acontecendo com o BRB DUX?
O problema não é novo. Desde 2024, o acesso gratuito às salas VIP do BRB DUX passou a depender de gasto mínimo na fatura. No entanto, o que chama atenção agora é diferente: clientes que cumprem o requisito estão sendo cobrados mesmo assim. Ou seja, não falta elegibilidade — parece haver falha na integração do benefício.
No dia 20 de agosto de 2026, um cliente relatou no Reclame Aqui uma cobrança de R$ 198,51 (US$ 38) na W Lounge, em Goiânia, pelo acesso via Dragon Pass. O benefício, segundo o próprio banco, é de acesso ilimitado com até 3 acompanhantes. Além disso, a reclamação, publicada em 21 de agosto, segue sem resposta do BRB.
Esse caso se soma a outro, de outubro de 2025, quando um cliente foi cobrado em R$ 343,20 na sala Dragon Pass, no Rio de Janeiro. Por exemplo, o banco cobrou 6 pessoas quando o grupo tinha apenas 4 (titular, marido e dois filhos), contrariando o limite de acompanhantes.
Quem tem direito ao acesso gratuito?
Para usar as salas VIP sem pagar, o titular do BRB DUX precisa manter gasto mínimo de R$ 5.000 por fatura. Os cartões adicionais, contudo, exigem R$ 3.000. Essa regra foi confirmada após o banco recuar, em julho de 2026, de um aumento que chegaria a R$ 10 mil.
Vale lembrar que a promessa oficial do cartão, descrita na página do BRB DUX, é de “acesso ilimitado a milhares de Salas VIP em aeroportos”. Ademais, o detalhamento das condições está no regulamento da Sala BRB VIP Club.
Antes de entrar na sala, confira:
- Se a fatura do mês anterior atingiu o gasto mínimo.
- Se o acesso é pelo programa correto (LoungeKey, Priority Pass ou Visa Airport Companion).
- Se o número de acompanhantes respeita o limite de 3.
Achados de viagem
Fui cobrado na sala VIP. O que fazer?
Se você foi cobrado indevidamente, existe um caminho de contestação. O primeiro passo é reunir a documentação que comprove a elegibilidade: CPF, últimos 4 dígitos do cartão, número de associado do programa e a fatura com o gasto mínimo.
Em seguida, entre em contato com o banco solicitando a resolução do problema. Nesse atendimento, é fundamental anotar o número de protocolo, pois ele será sua garantia caso precise escalar a reclamação depois.
Se o banco não resolver de forma direta, busque os canais oficiais de defesa do consumidor. O Site do Consumidor é um serviço público que permite registrar a reclamação e acompanhar a resposta da empresa. Outra alternativa, contudo, é acionar o Banco Central, que regula as instituições financeiras e pode cobrar um posicionamento do BRB.
Por fim, uma alternativa que costuma ajudar muito é o Reclame Aqui. Além de dar visibilidade pública ao caso, a plataforma pressiona a empresa a responder. No caso de 2025, o banco respondeu por lá, mas exigiu uma lista extensa de documentos para contestar — uma burocracia que desencoraja muitos consumidores.
Passo a passo da contestação:
- Reúna CPF, dados do cartão e comprovante do acesso.
- Contate o banco e anote o número de protocolo do atendimento.
- Se não houver solução, registre a reclamação no Site do Consumidor.
- Acione o Banco Central pelo registro de reclamação.
- Use o Reclame Aqui como canal complementar para dar visibilidade ao caso.
A cobrança indevida de um benefício contratado configura falha na prestação do serviço. Portanto, o consumidor tem direito ao reembolso.
Vale a pena continuar no BRB DUX?
Essa é a pergunta que muitos clientes fazem agora. O cartão, considerado por anos o melhor do Brasil, perdeu confiança por uma soma de fatores: escândalos envolvendo o Banco de Brasília, anuidade reajustada para R$ 4.800 e, agora, as cobranças nas salas VIP. Para quem paga caro pela anuidade, a falha no principal benefício pesa na decisão.
Por outro lado, o BRB DUX ainda entrega pontos que não expiram e um programa de fidelidade forte. Portanto, a troca de cartão depende do seu perfil de uso. Se você usa as salas VIP com frequência, a instabilidade do benefício é um risco real. Assim, se o foco é acúmulo de pontos, o cartão segue competitivo.
Antes de migrar, compare a anuidade, os benefícios e a confiabilidade do acesso às salas. Não troque por impulso, mas também não ignore o padrão de cobranças que vem se repetindo desde 2025.
O Trota Mundos acompanha de perto o mundo dos cartões e das milhas para você viajar mais e melhor. Se você foi cobrado indevidamente no BRB DUX, conte sua experiência nos comentários — e siga o @otrotamundos no Instagram para não perder as próximas análises sobre cartões premium.
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